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Microbioma Vs Microbiota: Sabe qual a diferença?

Atualmente, um grande número de produtos à nossa disponibilidade contém declarações dos seus benefícios sobre o microbioma ou a microbiota, mas será que o consumidor comum sabe a que se referem estes termos? 

Introdução

Os micróbios, que incluem bactérias e fungos, são encontrados por todo o lado e são, frequentemente, associados a algo prejudicial devido à sua capacidade de provocar infeções com consequências graves para a saúde humana ou até epidemias.

No entanto, estes microrganismos também realizam funções benéficas para a população humana e para o ambiente1. Uma destas funções é a formação de ecossistemas complexos e adaptativos sintonizados com as contínuas alterações fisiológicas do hospedeiro2 ajudando na manutenção de um adequado estado de saúde1. Disfunções/Desequilíbrios do microbioma estão associadas a várias doenças como diabetes, cancro, alergias, entre outras2.

Microbioma é, frequentemente, confundido com microbiota. Todavia, estes dois termos representam partes diferentes do ecossistema que se aloja no nosso organismo.

Geralmente, microbiota é definida como a coleção de todos os microrganismos “vivos” presentes num ambiente delimitado.

Os fagos, vírus, plasmídeos e DNA livre não são considerados microrganismos vivos, sendo assim não pertencem à microbiota.

O termo microbioma engloba não só a microbiota, mas também, todo o seu “teatro de atividade”. Por outras palavras, este termo abrange todo o espetro de moléculas produzidas pela microbiota, incluindo os seus elementos estruturais, metabolitos e moléculas produzidas por hospedeiros coexistentes e estruturados pelas condições ambientais circundantes. Logo, todos os elementos genéticos móveis, como fagos e vírus, devem ser incluídos no microbioma, mas não parte da microbiota. O termo microbioma é, por vezes, confundido com o termo metagenoma, o qual define a coleção de genomas e genes dos membros da microbiota3.

A pele 

A pele é considerada um dos maiores e mais versáteis órgãos no corpo humano, devido à sua função de barreira protetora. Esta está colonizada por uma microbiota diversa e ativa4. O microbioma da pele nos últimos anos tem-se deteriorado aceleradamente, devido a múltiplos fatores ambientais, mas este deterioramento também está crescentemente a ser associado a aditivos sintéticos nos cosméticos. A microbiota natural dos humanos aparenta ter sido alterada em consequência da exposição a cosméticos, sabões, antibióticos e esteróides do século XXI. Esta alteração em muitos casos foi ligada a progressiva suscetibilidade a doença e infeção5.

Em suma, existem diferenças entre os dois, mas estes estão de tal forma ligada que alterando uma pequena parte facilmente se desequilibra o sensível ecossistema; para um produto cosmético alegar que tem propriedades benéficas para o microbioma/microbiota este tem que sustentar as suas alegações com estudos.

 

Bibliografia 

  1. Callewaert C, Ravard Helffer K, Lebaron P. Skin Microbiome and its Interplay with the Environment. Am J Clin Dermatol 2020; 21(Suppl 1): 4-11.
  2. Lloyd-Price J, Abu-Ali G, Huttenhower C. The healthy human microbiome. Genome Med 2016; 8(1): 51.
  3. Berg G, Rybakova D, Fischer D, et al. Microbiome definition re-visited: old concepts and new challenges. Microbiome 2020; 8(1): 103.
  4. Egert M, Simmering R. The Microbiota of the Human Skin. Adv Exp Med Biol 2016; 902: 61-81.
  5. Wallen-Russell C. The Role of Every-Day Cosmetics in Altering the Skin Microbiome: A Study Using Biodiversity. Cosmetics 2018; 6(1).
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